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Quem Somos

Somos pessoas que acreditam na liberdade de expressão, pessoas que possuem a mente aberta e que independente da raiz estelar que podemos ter vindo, acreditamos que todos somos 1, Amamos a fonte Criadora, amamos a Natureza e a viva mãe Gaia (Terra), não possuímos qualquer placa religiosa por entender que as pessoas se unem pelo amor e não pela placa, no final das contas somos meros 22 gramas nem mais nem menos, o que importa eh a luz que conseguimos irradiar.
Acreditamos sim ter nossas raízes vinda das Plêiades, mas acima disso, acreditamos no poder do infinito onde entendemos que somos mágicos e que a vida tanto na terceira dimensão como em outras eh sempre uma lição a qual vamos sempre aprender coisas novas e fazer novos amigos/irmãos.
Bem Vindos ao Blog dos Plêidianos com AMOR os Saudamos sintam-se em casa.
Luara, Graciano, Priscila e Raquel
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Seja Feliz !

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sábado, 22 de setembro de 2018


INTRODUÇÃO

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) define ergonomia como um conjunto de ciências e tecnologias que procuram o ajuste entre o homem e o trabalho, tendo como resultado a eficiência humana e o bem-estar do funcionário. Portanto a ergonomia pesquisa, estuda, desenvolve e aplica normas e regras para a organização do trabalho, para que este seja harmonizável com a saúde física e psíquica do trabalhador (BEZERRA, 2015).

BEZERRA, GISLAINI. ANÁLISE DOS RISCOS ERGONÔMICOS E DAS DOENÇAS OCUPACIONAIS NOS CANTEIROS DE OBRAS E FORMAS DE PREVENÇÃO. ROCA, Curitiba, jan. 2015. Disponível em: <http://repositorio.roca.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/5847/1/CM_COECI_2014_2_03.pdf>. Acesso em: 22 set. 2018.

É frequente a sobrecarga musculoesquelética em trabalhadores, resultando no aumento da prevalência de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT). Visando a saúde do trabalhador, e para reduzir o índice de afastamento, deve-se enfatizar a prevenção desses distúrbios (FERREIRA et. al., 2009).

FERREIRA, Vanessa Maria De Vargas; SHIMANO, Suraya Gomes Novais; FONSECA, Marisa De Cássia Registro. Fisioterapia na avaliação e prevenção de riscos ergonômico sem trabalhadores de um setor financeiro. Fisioterapia e pesquisa, São paulo, v. 16, n. 3, p. 236-245, jul./set. 2009. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/fpusp/article/view/12140/13917

Dentre os cinco tipos de riscos que um trabalhador pode ser susceptível em seu ambiente de trabalho os riscos ergonômicos estão associados a qualquer fator que possa interferir nas características psicofisiológicas do trabalhador, causando desconforto ou afetando sua saúde.São exemplos de risco ergonômico: o levantamento de peso, ritmo excessivo de trabalho, monotonia, repetitividade, postura inadequada de trabalho, etc (FIOCRUZ, 2018).

FIOCRUZ. Tipo de riscos. Disponível em: <http://www.fiocruz.br/biosseguranca/bis/lab_virtual/tipos_de_riscos.html>. Acesso em: 22 set. 2018.

EPIDEMIOLOGIA
A incidência é maior no sexo feminino justificadas por questões hormonais, pela dupla jornada de trabalho, pela falta de preparo muscular para determinadas tarefas e também pelo aumento do número de mulheres no mercado de trabalho. Algumas situações propiciam essa alta incidência das DORT’s, destacando-se a mecanização do trabalho, a organização do trabalho, a fragmentação das tarefas, a maior especialização em maior repetição (TECNOLOGIA E QUALIDADE, 2018).

TECNOLOGIA E QUALIDADE. Distúrbios osteomusculares relacionadas ao trabalho: um enfoque ergonômico. Disponível em: <https://tecnologia.qualidade.faccat.br/moodle/pluginfile.php/621/mod_resource/content/1/artigo%202.pdf>. Acesso em: 22 set. 2018.


CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS ERGONOMICOS

Com a classificação dos riscos ergonômicos foi desenvolvida a NR17 que   estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente (MINISTÉRIO DO TRABALHO, 1978).

MINISTÉRIO DO TRABALHO. NR 17 - ergonomia. Ano 1978.Disponível em: <http://trabalho.gov.br/images/documentos/sst/nr/nr17.pdf>. Acesso em: 22 set. 2018.


Þ       17.1.1. As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho (MINISTÉRIO DO TRABALHO, 1978).
Þ       17.1.2. Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho, devendo a mesma abordar, no mínimo, as condições de trabalho, conforme estabelecido nesta Norma Regulamentadora (MINISTÉRIO DO TRABALHO, 1978).

Existem muitos métodos de análise de riscos ergonômicos encontrados na literatura disponível, delineados para determinar e quantificar a exposição a fatores de risco devido à sobrecarga biomecânica dos membros superiores, entre eles destaca-se aqueles que evidenciam de forma qualitativa a presença de características ocupacionais que podem levar o “avaliador” em direção à possível presença de um risco, aqueles que, por outro lado, na base de checklist permitem um rápido enquadramento do problema e aqueles mais complexos que podem caracterizar a multifatoriedade da exposição (PAVANI & QUELHAS, 2006).

PAVANI, Ronildo Aparecido; QUELHAS, Osvaldo Luiz Gonçalves. A avaliação dos riscos ergonômicos como ferramenta gerencial em saúde ocupacional. XIII SIMPEP, Bauru/sp, n.11, p.111-222, nov. 2006. Disponível em: http://ergonomics.com.br/files/2012/08/comparacao_metodos.pdf

PATOLOGIAS CAUSADOS PELOS RISCOS ERGONOMICOS

Os esforços mais intensos dos membros superiores podem ser acompanhados de lesões, no entanto essas lesões podem ser revertidas por outros dois mecanismos: a recuperação e a prevenção. Os DORT (Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho/LER (lesões por esforços repetitivos) acontecem quando a intensidade dos fatores que causam as lesões ultrapassa a velocidade de recuperação dos tecidos (PICCININI et al. 2009).

PICCININI, A. M. et al. Avaliação e intervenção fisioterapêutica em um posto de trabalho. Revista inspirar, Curitiba, v. 1, n. 3, p. 1-50, nov./dez. 2009. Disponível em: file:///Users/raquel/Downloads/revista_cientifica_inspirar_edicao_3_2009.pdf

LER/ DORT são danos decorrentes da utilização excessiva, imposta ao sistema osteomuscular, e da falta de tempo para recuperação. Em geral, são caracterizadas pela ocorrência de vários sintomas, concomitantes ou não, de aparecimento insidioso, predominantemente nos membros superiores, tais como dor, parestesia, sensação de peso e fadiga. Abrangem quadros clínicos do sistema osteomuscular adquiridos pelo trabalhador submetido a determinadas condições de trabalho. Constantemente, são causas de incapacidade laboral temporária ou permanente (PICOLOTO & SILVEIRA, 2007).
Dentro das categorias de situação de risco, podem ser consideradas físicas quando através de uma vibração excessiva, ocorrem microlesões articulares, mecânicas quando falta proteção, podendo ocorrer traumatismos em geral, e, por último, como ergonômicas, quando pelo planejamento inadequado do local de trabalho, geram posturas errôneas e esforços exagerados de membros superiores, inferiores e tronco. As principais ações no campo da prevenção e controle das doenças ocupacionais propostas pelo Ministério da Saúde levam em conta a possibilidade da promoção da saúde nos ambientes de trabalho, determinando as condições de risco, a caracterização e a quantificação, atingindo as empresas, os órgãos públicos e o mercado informal (PICOLOTO & SILVEIRA, 2007).


PICOLOTO, Daiana; SILVEIRA, Elaine. Prevalência de sintomas osteomusculares e fatores associados em trabalhadores de uma indústria metalúrgica de Canoas - RS. Saúde Pública, Canoas/RS, ago. 2007. Disponível em: <https://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S1413-81232008000200026&script=sci_arttext&tlng=es>. Acesso em: 22 set. 2018.











MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE RISCOS ERGONÔMICOS

´ Método RULA
O método RULA (Rapid Upper-limb assessment) é um instrumento ágil e veloz que permite obter uma avaliação da sobrecarga biomecânica dos membros superiores e do pescoço em uma tarefa ocupacional.
O determinante de risco ergonômico nesse método é representado pelas posturas assumidas pelos trabalhadores na jornada de trabalho (PAVANI & QUELHAS, 2006).


Nível de ação
Pontuação
intervenção
1
1 – 2
A postura é aceitável se não for mantida ou repetida por longos
períodos
2
3 – 4
São necessárias investigações posteriores; algumas intervenções
podem se tornar necessárias
3
5 – 6
É necessário investigar e mudar em breve
4
≥ 7
É necessário investigar e mudar imediatamente

´  Método OWAS
Este método foi desenvolvido na Finlândia para analisar as posturas de trabalho na indústria de aço e foi proposto por três pesquisadores finlandeses (KARKU, KANSI e KUORINKA, 1977) para a Ovaco Oy Company. OWAS deriva de Ovaco Working Posture Analysing System.
O método se baseia na amostragem das atividades em intervalos constantes ou variáveis, verificando-se a freqüência e o tempo gasto em cada postura. Nas amostragens são consideradas as posturas das costas, braços, pernas, uso de força e fase da atividade. Os autores do método sugerem que sejam realizadas no mínimo 100 observações para que se possa inferir corretamente sobre a tarefa analisada (PAVANI & QUELHAS, 2006).
Categoria de ação
intervenção
1
Desnecessário medidas corretivas
2
Medidas corretivas em futuro próximo
3
Medidas corretivas assim que possível
4
Medidas corretivas imediatamente



´ Método REBA
O método REBA (Rapid Entire Boby Assessment) foi desenvolvido por Hignett and McAtamney (2000) para estimar o risco de desordens corporais a que os trabalhadores estão expostos.
O método REBA é uma ferramenta para avaliar a quantidade de posturas forçadas nas tarefas onde é manipulado pessoas ou qualquer tipo de carga animada, apresentando uma grande similaridade com o método RULA e como este, é dirigido às análises dos membros superiores e a trabalhos onde se realizam movimentos repetitivos (PAVANI & QUELHAS, 2006).

Nível de ação
Pontuação
Nível de risco
Intervenção e posterior análise
0
1
Inapreciável
Não necesário
1
2 – 3
Baixo
Pode ser necessário
2
4 – 7
Médio
Necessário
3
8 – 10
Alto
Prontamente necessário
4
11 – 15
Muito Alto
Atuação imediata

PREVENÇÃO

Após a avaliação dos riscos medidas devem ser tomadas para que o trabalhador não desenvolva nenhuma doença relacionada a sua profissão, afim de melhorar as condições de trabalho do mesmo, e também adequar o ambiente de trabalho com as diretrizes da NR17, tais como:
Þ   Sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para esta posição.
Þ   Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas, mesas, escrivaninhas e os painéis.
Þ   Devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, visualização e operação.
Þ   Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados sentados, a partir da análise ergonômica do trabalho, poderá ser exigido suporte para os pés, que se adapte ao comprimento da perna do trabalhador.
Þ   Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados de pé, devem ser colocados assentos para descanso em locais em que possam ser utilizados por todos os trabalhadores durante as pausas.
Þ   Equipamentos dos postos de trabalho.
Þ   Todos os equipamentos que compõem um posto de trabalho devem estar adequados às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado (PAVANI & QUELHAS, 2006).

PAVANI, Ronildo Aparecido; QUELHAS, Osvaldo Luiz Gonçalves. A avaliação dos riscos ergonômicos como ferramenta gerencial em saúde ocupacional. XIII SIMPEP, Bauru/sp, n.11, p.111-222, nov. 2006. Disponível em: http://ergonomics.com.br/files/2012/08/comparacao_metodos.pdf









RISCOS ERGONÔMICOS NA ENFERMAGEM

A ocorrência dos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) vem crescendo nas últimas décadas. Os procedimentos de movimentação e transporte de pacientes requerem grande esforço físico e estão associados a problemas musculoesqueléticos em trabalhadores da área da saúde (GALLASCH & ALEXANDRE, 2003).
Os principais distúrbios observados nos trabalhadores de enfermagem estão relacionados à coluna vertebral, sendo mais atingidas as regiões cervicais e lombar as lesões dorsais ocupacionais ocorrem principalmente pela movimentação e transporte de equipamentos e pacientes, e pelas quedas (GALLASCH & ALEXANDRE, 2003).
A ergonomia deve ser utilizada como estratégia fundamental de prevenção ao desenvolvimento de enfermidades dorsais, para as quais os trabalhadores de enfermagem representam um grupo de risco (GALLASCH & ALEXANDRE, 2003).
Foi realizado um estudo de riscos ergonômicos em Campinas em uma UTI.
Muito risco: essa classificação se deve ao grande número de pacientes inconscientes, com uma grande quantidade de cateteres e equipamentos utilizados pelos mesmos e dependentes dos cuidados da equipe de enfermagem. A inadequação do espaço físico, a elevada carga física e a falta de pessoal para realização desses procedimentos são citadas como fatores que dificultam o trabalho.

Médio risco: essas unidades não possuíam camas com altura ajustável e observou-se grande quantidade de camas com rodas enferrujadas, sem travas ou, até mesmo, quebradas. As cadeiras de rodas apresentavam-se em mau estado de funcionamento, com rodas que não funcionam e sem travas.

Pouco risco: Os pacientes situados nessa faixa de classificação não necessitam de cuidado direto durante os procedimentos de movimentação e transporte, mas requerem ajuda e supervisão da equipe de enfermagem.


Prevenção

Existe a necessidade da implementação de programas ergonômicos nos locais de trabalho, com cursos de reciclagem para os funcionários, e aquisição de materiais adequados para esses procedimentos. A ergonomia tem, aqui, importante papel, com o objetivo de satisfazer as necessidades humanas no ambiente de trabalho, promovendo a saúde e o bem-estar, analisando as situações de trabalho e eliminando os elementos agressores (GALLASCH & ALEXANDRE, 2003).


GALLASCH, Cristiane Helena; ALEXANDRE, Neusa Maria Costa. Avaliação dos riscos ergonômicos durante a movimentação e transporte de pacientes em diferentes unidades hospitalares. R enferm uerj, Rio de janeiro, v. 11, p. 252-260, jan. 2003. Disponível em:http://www.facenf.uerj.br/v11n3/v11n3a03.pdf




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